terça-feira, 26 de abril de 2011

Músicas para a trilha de trilogiaRemix.DOC_aquartapeça

Suhelen Menezes mandou sua colaboração para a construção da trilha do novo projeto do Bando:
http://www.youtube.com/watch?v=x4Nhd8cmDGo&feature=related  
http://www.youtube.com/watch?v=XH5FfR_YEZw&feature=related  

tiago Basto mandou esta:
http://www.youtube.com/watch?v=7u2Xgbct7cw
Mande a sua para bando2@gmail.com

Salve Jorge!

No último sábado (23) rapper Afro Jhow retornou aos palcos do Pelourinho, no Largo Tereza Batista com o show em  homenagem a São Jorge.
Show Afro Hip-Hop O espetáculo é uma celebração a São Jorge pelo seu dia. No show, foram homenageados algumas personalidades baianas chamadas de Jorge, dentre elas, Jorge Washington, ator do Bando de Teatro Olodum, os educadores Jorge Conceição e Jorge Hilton e o presidente do Olodum João Jorge. Participaram como convidados especiais os músicos Aloísio Menezes e Narcizinho do Olodum. 
Afro Jhow e Jorge Washington - Foto Renata Dias

 “Frequento o Pelourinho desde criança e grande parte da minha musicalidade vem daqui, dessa energia. Considero muito importante fazer parte desse processo de revitalização do Pelô através da arte e da educação”, revela o cantor.
Afro Jhow possui uma carreira artística com influências expressivas da cultura afrobrasileira como o Olodum e o Ilê Aiyê. Sua música mescla Reggae, Samba Reggae, Funk, Jazz, Raga Murfing, Zuqui e o Hip Hop, mas preserva a originalidade do Rap. Desde 1997, participa do movimento Hip Hop na cidade de Salvador, tendo passado por diversos grupos de Rap. Em 2008, resolveu se lançar em carreira solo, gravando seu primeiro CD em outubro do ano seguinte, intitulado Sem Luta não há Vitória, inspirado em sua trajetória artística.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Uma talvez canção síntese do Pelô

Hoje será o terceiro ensaio do trilogiaRemix.DOC_aquartapeça.
Pedimos a colaboração dos internautas pra gente construir uma trilha musical do Pelô nestes últimos 20 anos.
Essa forma colaborativa é a que escolhemos pra montar a peça que revisita a Trilogia do Pelô.
Mandaram esta:


Mas tem também o povo baiano....
http://www.youtube.com/watch?v=odL9DwOz0aE&feature=related

sábado, 23 de abril de 2011

NOMES

Alguns atores do Bando estão achando grande o nome trilogiaRemix.DOC_aquartapeça muito grande para o espetáculo que estamos ensaiando. alguma sugestão? Manda pra bando2@gmail.com
A peça é um remix da Trilogia do Pelô (Essa é nossa praia, Ó paí, ó! e Bai bai Pelô), as três peças estão sendo revistas e repensadas 20 anos depois. O Pelô mudou, a Bahia mudou, o mundo mudou, o Bando mudou, nós, seus artistas, mudamos. O Teatro precisa mudar. É isso que estamos trabalhando no projeto. Revendo tudo, conversando com pessoas, levando artistas, moradores, cidadãos interessados nos destinos daquela comunidade para discutir, registrar depoimentos e estruturar o espetáculo. Por isso DOCumentário. E será a quarta peça da trilogia, agora Tetralogia do Pelô.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Segundo dia de ensaio de TrilogiaRemix.DOC_aquartapeça

Confira as fotos que Tiago Lima fez no segundo ensaio do novo projeto do Bando: TrilogiaRemix.DOC_aquartapeça.
http://gallery.me.com/tiagol#100126&view=mosaic&sel=0
O ensaio contou com a presença do grupo NOVA SAGA, convidado para compor parte da trilha do espetáculo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Espetáculo Bença

Por Telma Souza                        

Bença, um espetáculo do Bando de Teatro Olodum.
No mês de maio no Teatro Vila Velha.

Conspiração filmes e Luiz Gonzaga


O diretor de “2 Filhos de Francisco”, Breno Silveira, da Conspiração Filmes, procura ator ou cantor que queira atuar no seu novo filme com título provisório“GONZAGAS”. Idade entre 25 e 35 anos, moreno ou mulato  que pareça com o cantor, compositor e músico Luiz Gonzaga.
Os interessados devem enviar o nome completo, data de nascimento, endereço completo com telefone e e-mail (caso possua), idade, peso, altura e duas fotos 10×15 (uma de rosto e outra de corpo inteiro) para a produtora de elenco Cibele Santa Cruz até 10 de maio de 2011. Vídeos também poderão ser enviados. O envio dos materiais pode ser feito via Internet, pelo endereço eletrônico cibele@conspira.com.br, ou pelos Correios, colocando no envelope:
Projeto “GONZAGAS”
Caixa Postal: 38024
CEP: 22.440-970
Rio de Janeiro – RJ
As filmagens de “GONZAGAS” estão previstas para o segundo semestre de 2011.

domingo, 17 de abril de 2011

Que música marcou você no Pelourinho de 1991 para cá?

Esse é o tema da pesquisa musical para nova montagem do Bando de Teatro Olodum: "TRILOGIAREMIX.DOC_AQUARTAPEÇA". João Meirelles e Jarbas Bittencourt estão trabalhando nisso. Colabore com a construção dessa paisagem sonora.
Mande sua colaboração para: bando2@gmail.com

quinta-feira, 14 de abril de 2011

No outono da vida

Mãe Stella reflete sobre o papel dos velhos. 

O Outono chegou! Engraçado…Vi e ouvi propagandas de Festival de Inverno, Festival de Verão, escolas festejando o Dia da Primavera, mas nenhuma comemoração para a chegada da estação das folhas secas, que se desprendem das árvores e caem na terra – o Outono. Por que será? Perguntei-me. E me dei conta que, perto de completar 86 anos, experimento o outono da vida. Entretanto, não é porque as folhas caem, que os velhos devem se permitir cair também, pois a filosofia yorubana nos ensina: “Ìbè.rè. àgba bi a ánànò ló ri”, que quer dizer, “mesmo quando o velho curva o corpo, ainda continua de pé”.
O religioso tem por obrigação prestar atenção à sucessão das estações, uma vez que elas marcam o ritmo da vida e as etapas do desenvolvimento humano. O Inverno, ligado ao elemento água, refere-se à infância; a Primavera, estação das flores, mostra a fluidez do ar e da juventude; o Verão, a intensidade do sol, símbolo do fogo, demonstra o auge do dinamismo e atuação na vida, características do adulto; o Outono – crepúsculo vespertino – que está ligado ao elemento terra, é a luminosidade do sol e do velho que vai aos poucos se escondendo e se aproximando do horizonte.
Há tempos atrás, não se constituía em problema usar as palavras velhice e velho, pois elas apenas se referiam a uma das etapas do desenvolvimento  dos seres vivos. Atualmente, isso é “politicamente incorreto”. É como se fosse uma desvalorização dessa etapa de vida, chegando ao ponto de se tornar um adjetivo pejorativo. Resolveram adotar a expressão “melhor idade”.
Entretanto, será que existe alguma idade que seja melhor que a outra? Na infância, temos a alegria da criança, acompanhada, no entanto, de uma fragilidade, que deixa os adultos em constante atenção. Na adolescência, o caráter espontâneo não deixa de vir acompanhado de uma coragem inconsequente. Na maturidade, se é dono da própria vida e se carrega, no entanto, o peso da responsabilidade. Na velhice, a tranqüilidade decorrente do acúmulo das experiências vividas é gratificante, energia física, porém, não é mais a mesma – falta “pique”. Percebe-se, assim, que em todas as fases sempre existe uma lacuna. É como diz um dos ditados que os velhos gostam de usar, a fim de passar sua sabedoria para os mais novos: “Na mocidade temos vitalidade e tempo, mas não temos autonomia nem dinheiro; na fase adulta, temos vitalidade e autonomia, mas não temos tempo; na velhice, temos tempo e dinheiro, mas não temos vitalidade.
O candomblé é considerado uma religião primitiva. Geralmente, isso é dito com um sentido de desvalorização. Contudo, uma religião é tida como primitiva por ser de origem primeira, original, vinda desde os primeiros tempos. Na referida religião, como em muitas outras de procedência oriental, e nas tribos indígenas, o velho é muito valorizado, ele é considerado um sábio, tendo uma condição de destaque e respeito.
Na cultura yorubana, o velho é um herói, pois conseguiu vencer a morte, que nos procura e ronda todos os dias. Ele tem sempre a última palavra, a qual não deve ser contestada. Tanto que é comum em África, a pessoa que ainda não completou 42 anos se manter calada durante as assembléias comunitárias, a fim de exercitarem a importante arte de ouvir. No candomblé, tentamos seguir a tradição que herdamos e ensinamos aos iniciantes essa difícil arte. Mesmo que o iniciante se ache com razão, ele tem o dever de ouvir o mais velho de cabeça baixa e pedir a benção, por respeito. Todavia, não lhe é negado o direito, de em momento outro, justificar-se.
Não está fácil manter a tradição hierárquica de respeito ao mais velho: enquanto para o candomblé “antiguidade é posto”, fora dos nossos muros, os mais novos, que vivem em uma sociedade imediatista, não querem ou não conseguem encontrar tempo para ouvir experiências que um dia terão que enfrentar. Até porque os pertencentes à classe da “melhor idade”, não se disponibilizam  mais a assumir o papel de transmissores de conhecimento, pois esta característica deixou de ser valorizada na sociedade atual.
Não quero dizer com isso que o idoso deve recolher-se, deixando de aproveitar a vida, já que quando jovem aprendi com minha Iyalorixá que “a vida é boa e gozá-la convém”. Para o bem da sociedade, o povo yorubá diz: “ola baba ni imú yan gbendeke”, mostrando que “é a honra do pai que permite ao filho caminhar com orgulho”. E eu digo: Todo pai é um mestre e todo filho é um discípulo!
Mãe Stella de Oxossi


publicado em "A Tarde"

Noite de festa no Teatro Baiano

por Auristela Sá

O prêmio Braskem 2011 foi dirigido por Luiz Marfuz que usou o cinema como tema da grande festa. A homenagem foi para os grandes Wilson Mello, o "melão", Nilda Spencer e Haydil Linhares.

Outro momento festivo da noite foi a homenagem ao ator Wagner Moura, que estava presente e sentenciou no seu discurso que a grande frase que gosta de ouvir e ver da imprensa é: "Wagner Moura, o ator baiano.."

O Bando estava em peso na platéia e no palco da premiação, representado pelas atrizes Telma Souza e Rejane Maya (responsável por um dos momentos mais hilariantes da noite com seu personagem do espetáculo Cabaré da Rrrrraça, Rose Marie).

Bença levou o prêmio na categoria Especial - Melhor Coreografia. Zebrinha subiu emocionado e agradeceu ao corpo de juri e também a irmã que Ogum lhe deu - Chica Carelli.


Na foto: Zebrinha no filme Besouro  

Em tempo, Bença entra em cartaz no mês de maio, no Teatro Vila Velha (Salvador-BA). O Bando e a Petrobras trazem nessa temporada, como convidados, pessoas que ajudaram a construir o espetáculo nos lugares visitados com o projeto: Ilhéus, Feira de Santana e São luiz do Maranhão.

Fiquem ligados !!!!

UFBA discute memória e história do Teatro Vila Velha

11/04/2011 - 16h04


Márcio Meirelles, diretor do Bando, estará presente
No dia 26 de abril, ocorrerá no Instituto de Letras da UFBA a mesa-redonda "Teatro baiano: história e memória do Teatro Vila Velha". O evento, promovido pelo TemPós (programa especial de realização de eventos acadêmicos do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFBA), iniciará às 16h e contará com a participação de Denise Pereira (História/UFBA), Márcio Meirelles (Teatro) e Rosa Borges (Letras/UFBA). A mesa-redonda será no Labimagem (Instituto de Letras da UFBA), e as inscrições podem ser solicitadas pelo e-mail temposufba@yahoo.com.br

terça-feira, 12 de abril de 2011

IMPRESSÕES SOBRE UM PRIMEIRO ENSAIO


 Acompanhei, numa sala do Vila Velha, o primeiro ensaio de trilogia remix, espetáculo que deverá comemorar os 20 anos da Trilogia do Pelô, iniciada em 1991 com o espetáculo Essa é a nossa praia.
A proposta que Marcio fez aos atores do Bando foi retomar os personagens da Trilogia e imaginá-los 20 anos depois. Os atores começaram a circular pela sala e foram, conduzidos pelo diretor, pouco a pouco entrando em seus personagens. Em determinado momento, Marcio indicou que eles interagissem, e começou a magia.
   Cláudio Simões                                                                                                                                                                                                                  Como espectador privilegiado, foi incrível ver aqueles personagens que eu conhecia há 20 anos (eu estava na estreia de Essa é a nossa praia) irem se delineando e voltando a existir através daqueles atores. Com Marcio conduzindo tudo de perto, ora em meio aos atores, ora junto á equipe que gravava o ensaio, fui vendo as relações que se (re) estabeleciam entre os personagens e como os atores iam tentando criar 20 anos de história para eles, como iam reagindo aos 20 anos de história criados pelos outros. Numa dinâmica em que, a cada momento, um personagem assumia um dos 4 microfones distribuídos pela sala de ensaio, depoimentos e discussões se revezavam, criando um quase espetáculo sempre acompanhado da percussão – feita pelos próprios atores – e efeitos sonoros pilotados por Jarbas e João.
Depois de um tempo com aquela interação entre os personagens, eis que assume o microfone uma moradora do Pelourinho. Uma não-atriz que estava acompanhando o ensaio e que foi responsável por um dos melhores momentos da noite. Eu, que já estava tomado pela entrega dos atores aos seus personagens e ao jogo cênico, fiquei ainda mais emocionado vendo aquela mulher dizer que via a si mesma e à sua comunidade refletidas naquelas atuações.













Neste momento, recebi um sms de um amigo, que estava numa aula de seu mestrado, me dizendo: “Aula chata”. Tive que responder: “Ensaio de arrepiar”.
É só um começo, tem muito chão pela frente, mas a magia já está lá. Magia remixada.
Eu estava na plateia na estreia de Essa é a nossa praia, bem como estive na estreia de Bye, bye, Pelô, a terceira da trilogia.

Cláudio Simões
Salvador, 11/04/2011

Fotos: Jorge Washington e Ednaldo Muniz

segunda-feira, 11 de abril de 2011

‘Quero criar um butô Brasileiro’, diz o coreógrafo japonês Tadashi Endo

Cristina Castro, Tadashi Endo e Marcio Meirelles
A declaração foi feita em Festival Internacional de Dança realizado na Bahia.

A apresentação do novo Butô (criação de Tadashi e o Bando) está prevista para setembro de 2012.
O dançarino e coreógrafo japonês Tadashi Endo anunciou em sua participação no Encontro dos Mestres, realizado no Festival Internacional VivaDança, em Salvador, sua vontade de criar um “butô brasileiro”, com influência na cultura brasileira e principalmente na cultura baiana.


A escolha pela Bahia se deu por conta da proximidade com o encenador teatral Márcio Meirelles, diretor do Bando de Teatro Olodum. “Este ano, ele assistiu Cabaré da Rrrrraça e ficou impressionado com a energia dos atores. Conversamos e combinamos fazer um trabalho colaborativo no próximo ano, exatamente sobre a energia. Estamos os dois, pensando em energias alternativas para o mundo e a metáfora da fusão da energia que gera e é gerada pelo butô e por nosso teatro afro-baiano, talvez traga respostas ou novas questões para o mundo, que abusa da energia nuclear e da energia fóssil, com pouco investimento nas eólica e solar”, explica Meirelles.

Tadashi é um mestre. Trabalhar com um mestre é sempre importante. E há uma admiração mútua entre nós"Márcio Meirelles Essa não é a primeira vez que o Bando agrega em seu grupo, outro artista. Em sua trajetória o grupo já trabalhou em conjunto com Heiner Goebles, Hendrik Lorenzen, Vera Holtz, Monique Gardemberg, Guel Arraes entre outros.

De certo modo, essa também não será a primeira vez que o Butô busca influências de outras culturas, já que ele recupera tradições milenares do Japão e mescla com diversos movimentos artísticos de vanguarda, como o surrealismo e o expressionismo alemão. “Não quero aprender capoeira ou samba, quero me alimentar disso para criar um Butô de outra cor, um Butô brasileiro", disse Tadashi.

Diálogo entre Tadashi e Márcio em ensaio do Bando de Teatro

Olodum - (Foto: Jorge Washington )“Tadashi é um mestre. Trabalhar com um mestre é sempre importante. Ele quer também investigar um futuro para o butô. E vê aqui uma possibilidade. Vamos experimentar e aí saberemos. Trabalhar com um novo colaborador sempre é uma caixa fechada. O outro sempre é um mistério. Na verdade são muitas vivências que vão estar se movendo nesse projeto”, explica Meirelles.

Bando de Teatro Olodum

De volta ao Teatro Vila Velha e a direção do Bando de Teatro Olodum, Márcio Meirelles anuncia novidades do grupo para o ano de 2011, ano que marca 20 anos de existência do Bando.

A novidade é a criação e produção da quarta peça da “Trilogia do Pelô”, iniciada em 1991 com o espetáculo “Essa é a nossa praia”, seguida de “Ó Paí, ó!”, em 1992 e de “Bai Bai Pelô”, de 1994. “Começamos amanhã a construir a quarta peça, sobre o Pelourinho e sua população, 20 anos depois. Vai ser um processo colaborativo, usando tecnologias, trabalhando com vários artistas e alguns moradores e frequentadores do Pelô. Isso vai ajudar na criação dos novos episódios da 3ª temporada da série Ó PAÍ, Ó!, que vai ser gravado em novembro”.

Outra novidade para esse ano é a possibilidade de lançamento de um livro, com dois volumes com a história do grupo durante esses vinte anos de existência.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Conversas plugadas com Zebrinha e Vavá Botelho

Nessa terça feira, dia 12 de abril  na sala do coro do Teatro Castro Alves às 19 horas, o conversas plugadas terá o coreógrafo do Bando e do Balé Folclórico, Zebrinha e o diretor do Balé Folclórico da Bahia , Vavá.

"Meu tio" (zebrinha) como é carinhosamente chamado por alguns dos seus pupilos, costuma dizer que "o Balé é  o seu pulmão e o Bando sua voz".

Então, aguardem que irão rolar muitas histórias desse grande mestre.

Fiquem ligados !!!


Zebrinha em ensaio do Bando com o diretor musical e amigo Jarbas Bittencourt

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Érico Brás emplaca em nova série global

Estreou nessa última terça feira a nova série entre Tapas & Beijos. Érico Brás completa o time de atores. Confira essa entrevista do ator ao Afrobrasnews

Depois do sucesso em “Ó pai ó”, o ator Érico Brás emplaca em mais um sucesso Global. Usando e abusando do jeito baiano de ser o personagem Jurandir de “Tapas & Beijos” dá tons de conquistar o público com muitas caras, bocas e molejo. Aos 32 anos Érico enfrenta este novo desafio ao lado de feras da televisão brasileira sonhando em ir cada vez mais além. Até mesmo por trás das câmeras, no papel de diretor. Em entrevista exclusiva a Afrobrasnews, Érico Brás fala sobre este projeto e planos futuros.


Afrobrasnews: Como surgiu o convite para “Tapas & Beijos”?

Érico Brás: o Maurício Farias, Diretor de Núcleo, me chamou e quando eu soube do elenco topei de cara. É um prazer trabalhar com esta equipe. É gostoso mesmo. Já venho trabalhando nesta série desde dezembro do ano passado.

Afrobrasnews: Este seu novo personagem para tv mais uma vez abusa da veia cômica. A preparação para este novo personagem foi mais fácil devido a isso?

Érico Brás: Gosto de trabalhar independente do estilo do personagem. Mas montar o Jurandir foi difícil, até mesmo para não ficar muito parecido com o anterior. Será um personagem de humor e com certeza a galera vai dar risada. Mas este é só um começo, muita coisa vem por ai.

Afrobrasnews: E o Bando de Teatro Olodum? Como fica?

Érico Brás: Sou ator do Bando, mas ao mesmo tempo estou no mundo, como o Lázaro Ramos que começou lá. Já sai o ano passado para fazer a peça Orfeu e voltei. Estou só dando uma respirada.

Afrobrasnews: Por ter esta formação do teatro como tem encarado estas experiências na TV?

Érico Brás: É uma experiência maravilhosa. Em “Tapas e Beijos” então, é uma delícia. Estamos brincando com o texto. Os personagens são divertidos e construímos juntos uma série de coisas. O entrosamento foi fácil.

Afrobrasnews: Em sua vida pessoal você sempre demonstrou em engajamento com questões da raça negra e uma postura política. Há interesse em trabalhar um personagem com estas características?

Érico Brás: Como atores podemos fazer o que quisermos. Mas nós artistas negros temos outra responsabilidade. Não deixamos de ser o ator negro. Com o Jurandir não vou fugir da realidade do homem negro no Brasil. O importante não é só o personagem, mas sim a história que estamos contando.

Afrobrasnews: Como foi o seu começo?

Érico Brás: Comecei com o teatro de comunidade com 8, 9 anos. Só entrei para o Bando de Teatro Olodum em 1999. No Bando me profissionalizei e foi quando a carreira como ator começou a pagar minhas contas.

Afrobrasnews: Você falou sobre pagar as cotas com a carreira de ator. Como foi isso sendo um ator de teatro negro brasileiro?

Érico Brás: Não é fácil se manter como ator negro no Brasil. Sempre tive que trabalhar em paralelo a carreira de ator para me manter. Dei aulas de teatro na comunidade. Justamente assim construí a gênese de muitos personagens que depois interpretei no Bando. Até que decidi ‘quero viver só disso’. Então não dava mais para conciliar, fiquei só no Bando fazendo produção até que as coisas foram surgindo. Infelizmente não é assim para todos. Amigos meus tinham que se virar como podiam trabalhando até em profissões que não tinham nenhuma ligação com o teatro.

Afrobrasnews: E o que mais deseja?

Érico Brás: Tenho tanta coisa para realizar...

Afrobrasnews: Então para que fique mais fácil: o que mais deseja em 2011?

Érico Brás: Bom, “Tapas e Beijos” vai até dezembro e há outras propostas para cinema, mas ainda é cedo para falar.

Afrobrasnews: Como você esperar trabalhar a exposição que a tv proporciona?

Érico Brás: Vou aproveitar para dar retorno as minhas bases. Quero dirigir, ser referência para as comunidades que já trabalhei.