quinta-feira, 7 de abril de 2011

Érico Brás emplaca em nova série global

Estreou nessa última terça feira a nova série entre Tapas & Beijos. Érico Brás completa o time de atores. Confira essa entrevista do ator ao Afrobrasnews

Depois do sucesso em “Ó pai ó”, o ator Érico Brás emplaca em mais um sucesso Global. Usando e abusando do jeito baiano de ser o personagem Jurandir de “Tapas & Beijos” dá tons de conquistar o público com muitas caras, bocas e molejo. Aos 32 anos Érico enfrenta este novo desafio ao lado de feras da televisão brasileira sonhando em ir cada vez mais além. Até mesmo por trás das câmeras, no papel de diretor. Em entrevista exclusiva a Afrobrasnews, Érico Brás fala sobre este projeto e planos futuros.


Afrobrasnews: Como surgiu o convite para “Tapas & Beijos”?

Érico Brás: o Maurício Farias, Diretor de Núcleo, me chamou e quando eu soube do elenco topei de cara. É um prazer trabalhar com esta equipe. É gostoso mesmo. Já venho trabalhando nesta série desde dezembro do ano passado.

Afrobrasnews: Este seu novo personagem para tv mais uma vez abusa da veia cômica. A preparação para este novo personagem foi mais fácil devido a isso?

Érico Brás: Gosto de trabalhar independente do estilo do personagem. Mas montar o Jurandir foi difícil, até mesmo para não ficar muito parecido com o anterior. Será um personagem de humor e com certeza a galera vai dar risada. Mas este é só um começo, muita coisa vem por ai.

Afrobrasnews: E o Bando de Teatro Olodum? Como fica?

Érico Brás: Sou ator do Bando, mas ao mesmo tempo estou no mundo, como o Lázaro Ramos que começou lá. Já sai o ano passado para fazer a peça Orfeu e voltei. Estou só dando uma respirada.

Afrobrasnews: Por ter esta formação do teatro como tem encarado estas experiências na TV?

Érico Brás: É uma experiência maravilhosa. Em “Tapas e Beijos” então, é uma delícia. Estamos brincando com o texto. Os personagens são divertidos e construímos juntos uma série de coisas. O entrosamento foi fácil.

Afrobrasnews: Em sua vida pessoal você sempre demonstrou em engajamento com questões da raça negra e uma postura política. Há interesse em trabalhar um personagem com estas características?

Érico Brás: Como atores podemos fazer o que quisermos. Mas nós artistas negros temos outra responsabilidade. Não deixamos de ser o ator negro. Com o Jurandir não vou fugir da realidade do homem negro no Brasil. O importante não é só o personagem, mas sim a história que estamos contando.

Afrobrasnews: Como foi o seu começo?

Érico Brás: Comecei com o teatro de comunidade com 8, 9 anos. Só entrei para o Bando de Teatro Olodum em 1999. No Bando me profissionalizei e foi quando a carreira como ator começou a pagar minhas contas.

Afrobrasnews: Você falou sobre pagar as cotas com a carreira de ator. Como foi isso sendo um ator de teatro negro brasileiro?

Érico Brás: Não é fácil se manter como ator negro no Brasil. Sempre tive que trabalhar em paralelo a carreira de ator para me manter. Dei aulas de teatro na comunidade. Justamente assim construí a gênese de muitos personagens que depois interpretei no Bando. Até que decidi ‘quero viver só disso’. Então não dava mais para conciliar, fiquei só no Bando fazendo produção até que as coisas foram surgindo. Infelizmente não é assim para todos. Amigos meus tinham que se virar como podiam trabalhando até em profissões que não tinham nenhuma ligação com o teatro.

Afrobrasnews: E o que mais deseja?

Érico Brás: Tenho tanta coisa para realizar...

Afrobrasnews: Então para que fique mais fácil: o que mais deseja em 2011?

Érico Brás: Bom, “Tapas e Beijos” vai até dezembro e há outras propostas para cinema, mas ainda é cedo para falar.

Afrobrasnews: Como você esperar trabalhar a exposição que a tv proporciona?

Érico Brás: Vou aproveitar para dar retorno as minhas bases. Quero dirigir, ser referência para as comunidades que já trabalhei.

terça-feira, 29 de março de 2011

Tadashi Endo fala sobre o Bando de Teatro Olodum.

O VIVADANÇA ainda não começou oficialmente (só na sexta, dia 1o, no TCA, com o espetáculo de Antônio Nóbrega) mas já está dizendo pra que veio: fazer a ponte da arte baiana com o mundo.

Tadashi Endo (aquele dançarino de butô do filme "Cerejeiras em flor") iniciou no sábado passado uma oficina, no Teatro Vila Velha. De noite, foi assistir à última apresentação de CABARÉ DA RRRRRAÇA. No camarim, ao cumprimentar os atores, revelou sua admiração pelo trabalho do Bando, especialmente pela energia do espetáculo.
 
Em jantar com Cristina Castro, diretora do Vivadança, e Marcio Meirelles, diretor do grupo, cogitou com este a possibilidade de um trabalho conjunto, misturando butô com dendê, no próximo ano, e combinou de participar do ensaio do Bando, na 4a feira.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Amigos,

Encerramos ontem no dia do teatro, 27 de março, mais uma temporada do espetáculo Cabaré da Rrrrraça.
Tivemos casa cheia.

Agradecemos ao nosso público, aos nossos apoiadores e a Mara Nascimento, Wilson Café, Rosi Marback, Iracema (Ilê Ayê), Claudya Cos'tta e Adelmo Casé, nossos convidados, que abrilhantaram nossas apresentações.

Viva o teatro!!!!

E não esqueçam: em maio voltamos com Bença.

Se tá preto tá bom

quinta-feira, 24 de março de 2011

Adelmo Casé encerra nesse sábado temporada de Cabaré da Rrrrraça


Adelmo Casé lidera a Negra Cor, banda elogiadíssima por Nelson Motta, que em entrevista a um programa de TV (2008) disse ter ficado muito impressionado com a qualidade do trabalho da trupe. Para quem não sabe, Nelson Motta é um dos maiores conhecedores de música e já produziu discos de grandes estrelas da MPB como Elis Regina, Marisa Monte, Gal Costa, dentre outras.


Igualmente elogiada pela produção da Rede Globo foi a participação da banda no programa Som Brasil em homenagem a Gonzaguinha (2007). Primorosos foram as interpretações e os arranjos impecáveis de Adelmo Casé para “Um homem também chora”, “Lindo lago do amor” e “Feliz”.

O baiano Adelmo Casé ficou conhecido nacionalmente após participar da primeira edição do reality show Fama (2002), programa de muito sucesso da Rede Globo de Televisão voltado para a música. Adelmo é um artista versátil e apaixonado pelo que faz. Canta, compõe, faz arranjos musicais, toca violão, percussão e gaita. A Negra Cor é a realização de um antigo sonho do cantor (ex- Banda Funk Machine e Banda Black Rio), que queria ter a sua própria banda e deixar fluir o que tem de precioso: sua musicalidade, sua energia e sua voz.











Claudya Cos`tta, cantora do Corteja Afro é a convidada dessa sexta no Cabaré

Filha da capital baiana e com currículo diversificado, a cantora e compositora Cláudya Cos’tta vem desenvolvendo uma carreira promissora no cenário musical e encara como missão recriar clássicos nacionais e internacionais que fizeram parte da sua formação musical, agregando ao seu trabalho inspirações do samba, jazz, blues e uma MPB modernizada, com sutis ousadias eletrônicas. Uma mistura que passa de Wilson Simonal, Gilberto Gil, Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso à Diana Krall e Amy Winehouse.


Com 8 anos de carreira, Claudya Cos’tta vem se destacando pelo seu trabalho como intérprete em apresentações que já passaram por projetos culturais como Conexão Vivo 2010, etapa Ilhéus e pelos principais palcos e casas de show de Salvador e do Rio de janeiro.

foto: Tiago Lima

Já dividiu palco com Gilberto Gil, Armandinho, Preta Gil, Luiza Possi, Martinália, Vanessa da Matta, Sandra de Sá. Hoje, é a única voz feminina do grupo percussivo Cortejo Afro e a inserção no grupo lhe rendeu o prêmio de melhor intérprete no festival de música negra Ilê Ayê 2009 e destaque no carnaval 2011, em Salvador.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cássia Valle, museóloga e atriz do Bando de Teatro Olodum dá palestra em Taubaté

Oportunidade de reflexão para educadores hoje e amanhã


Interagindo com Monteiro Lobato, 1ª edição, propõe uma reflexão sobre a contextualização das obras Lobatianas para o efetivo trabalho em sala de aula, frente ao pedido de veto para “Caçadas de Pedrinho” e o posicionamento do Ministro da Educação, CNE (Conselho Nacional de Educação) e ABL (Academia Brasileira de Letras).


ABL, em fragmentos da sua nota, diz:

“(..) cabe aos professores orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica. Um bom leitor sabe que Tia Nastácia encarna a divindade criadora dentro do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Se há quem se refira a ela como ex-escrava e negra, é porque essa era a cor dela e essa era a realidade dos afrodescendentes no Brasil, dessa época. Não é um insulto, é a triste constatação de uma vergonhosa realidade histórica.”

Os temas que serão abordados, “Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças podem morar”. Monteiro Lobato; “Caçadas de Pedrinho/Educador”. Reflexão Comprometida e Não Destruição da Obra; “O Prazer de Ler no Brasil de Monteiro Lobato”. Discutindo a Prática.

Os palestrantes Cássia Valle: fundadora do Bando de Teatro Olodum e educadora, incentivadora de projetos de leitura na Bahias; Luciana Palmeiras: Museóloga do Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura (IBRAM), docente do Programa de Capacitação do Instituto Brasileiro de Museus, especialista em Patrimônio e Acervos Culturais; Antonella Catinari doutoranda em Estudos de Literatura (Monteiro Lobato) da Universidad Del Sur, Argentina, Mestre em Literatura Comparada da UFRJ; Fernando Teixeira Luiz, doutor em Literatura, mestre em Educação e especialista na área de semiótica aplicada pela Universidade Estadual Paulista, prêmio Jabuti 2009 “Monteiro Lobato livro a livro.

As palestras acontecem hoje, dia 23 e amanhã, dia 24, à escolha do interessado, das 8h30 às 17h30, no San Michel Hotel Taubaté, localizado à Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, 475.

Para mais informações, acesse: www.letrasdovale.com.br

sexta-feira, 18 de março de 2011

Áfricas - o infanto juvenil do Bando

*"Levar a imaginação das crianças para a África, que são tantas, que são Áfricas.

Trazer sua magia com a exuberância das coreografias de Zebrinha, as cores de Zuarte, a textura sutil da música de Jarbas, a memória do cenário de Hélio Eichbauer, a luz (que ainda não vimos) de Rivaldo e de Espírito Santo e a força dos atores que se fizeram Griots. E esses fantásticoas Griots não vêm apenas nos contar a Nossa história, vêm nos lembrar que somos serpentes e arco-íris, somos Abdus, Omolus e Nanãs, Yassedis e Suniguês..."

* parte do texto escrito pela diretora Chica Carelli um pouco antes da estréia de Áfricas em julho de 2007.

Corram!!!! Só restam duas apresentações do encantador Áfricas, aos domingos dias 20 e 27.

Esse projeto foi realizado em convênio com a Fundação Cultural Palmares graças à emenda parlamentar proposta pelo Deputado Luiz Alberto Silva Santos.

As escolas interessadas poderão agendar apresentações durante a semana através do nosso tel: 3083 4606
e-mail: bando2@gmail.com

Vozes femininas no segundo fim de semana de Cabaré

As convidadas do espetáculo nessa sexta, dia 18 é a cantora de blues, Rosi Marback.
No sábado, dia 19 a representante do Ilê Ayê - Iracema Kiliane.
A nova voz feminina da ala de canto do Ilê ayê é formada em educação física. Iracema, integrante do Movimento Negro de Alagoas, cantava  em Maceió, com o grupo Afro e Cia  transitando do afro ao afro pop, quando começou sua ligação com o Ilê Aiyê. Na época já interpretava canções do bloco afro baiano, abrindo shows da Band’Aiyê em palcos alagoanos.  Em 2008 tomou a decisão de vir para a Bahia, após receber convite para cantar com a Baianada e com Wesley, ex-Olodum. Cantou também na Banda Cor do Samba,  Alexandre Guedes (Motumbá) e Xexéu (ex- Timbalada).

quarta-feira, 16 de março de 2011

Cabaré da Rrrrraça 13 anos - uma trajetória de sucesso !!!!!

O espetáculo Cabaré da Rrrrrraça é uma revista musical que aborda o preconceito racial com muito humor, dança e música. Com texto do Bando de Teatro Olodum e Márcio Meirelles que também assina a direção da peça que estreou em agosto de 1997e levanta discussões bem humoradas sobre negritude, racismo e a participação do negro no mercado de consumo.

No final de cada apresentação, o grupo traz sempre um cantor convidado. Nessa sexta, dia 18 teremos Rosi Marback, cantora sensível que traz na bagagem experiências musicais diferenciadas, mas igualmente ricas que lhe proporcionaram  belos passeios por diversos gêneros e estilo.  Ainda participou dos principais projetos e festivais de blues da cidade, a exemplo do ENCONTRO DE BLUESEIROS DE SALVADOR, SATURDAY FAROL BLUES, BLUES FOR SALVADOR e BLUES FREE SALVADOR.


 Apartir de 2009 ela começou a investir em sua carreia artística num trabalho solo onde apresenta, mais uma vez, clássicos do blues e R&B com um “molho” especialmente brasileiro.


sábado, 12 de março de 2011

Wilson Café faz participação especial no Cabaré da Raça!

Hoje, 12 de março, às 20h, no teatro Vila Velha, o Cabaré da Rrrraça tem um ilustre convidado: Wilson Café.Considerado um dos maiores percussionistas do Brasil, depois de trabalhar com artistas como Maria Bethânia, Tânia Alves, Elba Ramalho, Gal Costa, Armandinho e Margareth Menezes, Wilson Café desde então vem construindo sua carreira com apresentações brilhantes.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cabaré da Rrrrraça na ressaca do carnaval !!!!!!

O espetáculo Cabaré  na sua reestréia da temporada de março, traz como convidada, Mara Nascimento.

Cantora de soul, jazz e mpb, nasceu em uma família religiosa e diretamente ligada à música.

Com um dom extraordinário para a música, Mara aprendeu a tocar bateria, violão, saxofone e piano, o último escolheu como predileto e virou instrumento inseparável para compor.

 Ao longo da carreira, Mara Nascimento viajou para a Alemanha, onde estudou e trabalhou por um período de aproximadamente um ano, esteve algumas vezes na Argentina e se apresentou em shows na Espanha e França.

Além da sua carreira como música, Mara Nascimento fundou sua própria  própria escola em São paulo,
o Espaço Musical Mara Nascimento.

terça-feira, 1 de março de 2011

Érico Brás, Vladimir Brichta, Fernanda Torres e Andrea Beltrão estrelam série na Globo.

O elenco da nova série da Globo, Tapas & Beijos, que tem estreia prevista para abril, se reuniu com a imprensa nesta segunda-feira, 28, para contar detalhes da nova trama. O programa tem direção-geral de Maurício Farias, redação final de Cláudio Paiva e será protagonizado pela dupla Andrea Beltrão e Fernanda Torres.
A série trata dos relacionamentos – quase sempre fracassados – de Sueli (Andrea Beltrão) e Fátima (Fernanda Torres). As melhores amigas trabalham na ‘Djalma Noivas’, loja especializada em casamentos, localizada em Copacabana, e têm que lidar todos os dias com mulheres que encontram o que elas tanto desejam: seus príncipes encantados.
Vladimir Brichta interpreta Armane, que é amante de Fátima há anos. Os dois se encontram em horário comercial, mas durante a noite e nos fins de semana, ele vive para a esposa e os filhos. O malandro tenta enganar Fátima dizendo que largará a mulher depois que os filhos crescerem. “Neste programa parece que está todo mundo errado sempre, fazendo coisas erradas. Mas tem todo um tesão que rege tudo, uma coisa muito hormonal”, explicou o ator.
Se a personagem de Fernanda Torres sofre nas mãos de Armane, Sueli tem uma relação complicada com Jurandir (Érico Brás). Depois de abandoná-la no altar, o moço reaparece para se casar com outra. Mas depois que o casamento dá errado, ele tenta reconquistar a ex-noiva. “A história começa com a volta do Jurandir na vida dela. O personagem é contagiante e muito alegre. Ele é típico malandro carioca, só quer sossego”, conta Maurício Farias.
A trama traz ainda Flavio Migliaccio no papel de um libanês viúvo doido para levar uma das duas protagonistas para o altar. Além dele, estão no elenco Otavio Müller, Fernanda de Freitas e Kiko Mascarenhas.