domingo, 29 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
Makota Valdina, Ubiratan Castro e Everaldo Duarte discutem Quilombos Urbanos

Dando sequência ao Seminário Respeito aos Mais Velhos, na quarta-feira foi discutido o tema “Quilombos Urbanos: Espaços de resistência, conhecimento e preservação”. A primeira convidada da noite, Valdina, makota do Terreiro Tanuri Junsara, explicou, por meio de sua história, o que considera um quilombo urbano. "Eu só sei falar o que está marcado em mim, desde o meu nascimento até hoje, no Engenho Velho da Federação, inicialmente uma comunidade negra que, com o progresso, se tornou bairro e ainda hoje tem que matar um leão por dia para manter o legado recebido e lutar para se inserir na sociedade como um todo", disse. "Eu lembro que na minha infância não tínhamos igrejas, mas templos de candomblé das mais diversas nações. Hoje, precisamos lutar para não ser provocados a todo o instante pelos neopentecostais".
Segundo Makota Valdina, os terreiros que buscam manter uma tradição, além de ser um lugar de culto, é um espaço de resistência importante para os negros, independente de ser do candomblé. "O respeito aos mais velhos está deixando de existir. Filho que não respeita pai e mãe não respeita professor, vizinho, quem quer que seja. É preciso resgatar nossos valores, que servem para a sociedade como um todo, resgatar jeitos antigos", explicou.
Em seguida, Ubiratan Castro, diretor geral da Fundação Pedro Calmon discutiu sobre o conceito de quilombos urbanos, ainda novo, citando alguns já reconhecidos pelo governo. "Em Salvador, as casas de santo são os verdadeiros quilombos urbanos", disse. O contador de estória da noite foi Everaldo Duarte, diretor da Sociedade de Cultura Negra do Brasil (SECNEB) e coordenador nacional do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-brasileira (INTECAB), que contou cinco das dezenas de estórias de mistério que conhece, encantando a platéia, que lotou o Teatro Vila Velha.Fotos: João Meirelles
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Cici, Márcia e Rita na abertura do Seminário
Informação e emoção marcaram a primeira noite do Seminário Respeito aos Mais Velhos, na noite de terça-feira no Teatro Vila Velha. A Diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Márcia Sant´Anna, fez uma importante retrospectiva do conceito de patrimônio cultural imaterial no Brasil, explicando o papel do Estado e da sociedade na preservação do patrimônio existente. "Patrimônio imaterial é todo aquele cujo suporte é o ser humano, seja expresso no conhecimento, no corpo, no gesto, na fala... E como preservamos isso? Transmitindo, basicamente, esse saber para as novas gerações, dando condições materiais, ambientais e sociais para que esse patrimônio seja respeitado e admirado por comunidades para além daquelas que o praticam", explicou.
Em seguida, Rita Santos, presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Receptivo, Mingau e Similares (ABAM), ressaltou como foi importante a luta pelo reconhecimento, em 2005, da baiana como patrimônio cultural imaterial brasileiro. "Nós fazemos um trabalho de conscientização do que é ser patrimônio com as baianas. Fomos as primeiras mulheres a ser consideradas patrimônio brasileiro. Salvador tem que se orgulhar disso porque tudo começou aqui", disse. Rita também questionou, na ocasião, o poder público por não fiscalizar pessoas que vendem acarajé descaracterizadas, uma vez que o município conta com normas específicas para se exercer o ofício.
Como contadora de estória da noite, a Ebomi Cici, do terreiro Ilê Axé Opô Aganju, emocionou a todos com o seu saber. Cici foi assistente de Pierre Verger, catalogando mais de 11 mil fotografias do etnólogo, e atualmente trabalha na Fundação Verger e conta estórias para crianças em escolas. "Eu conto minhas estórias, minha vida para as crianças. Se falam da Branca de Neve, da Bela Adormecida, eu falo das estórias do rei Ogum, da rainha Oxum, do caçador Oxóssi", contou. E foi a estória de Oxum a escolhida da noite. A Ebomi, que do iorubá Egbonmi significa irmão mais velho, mais maduro, mais experiente, revelou com maestria a doçura e a força da orixá das águas doces. A primeira noite do seminário foi finalizada com um debate com os participantes. A participação da plateia foi intensa, aproveitando ao máximo o conhecimento dos convidados.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Patrimônio Imaterial é tema do primeiro dia do Seminário
Começa nesta terça-feria, 17, no Teatro Vila Velha, o Seminário Respeito aos Mais Velhos, promovido pelo Bando de Teatro Olodum e a Petrobras. A primeira mesa terá como tema Patrimônio Cultural Imaterial e contará com a presença da Diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Márcia Sant´Anna; da presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Receptivo, Mingau e Similares (ABAM), Rita Santos; e, como contadora de estória, a Ebomi Cici, do terreiro Ilê Axé Opô Aganju, que foi assistente de Pierre Verger, catalogando mais de 11 mil fotografias do etnólogo. Do iorubá Egbonmi ou Egbommi, significa irmão mais velho, mais maduro, mais experiente. Nos terreiros de candomblé é considerado aquele iniciado que já alcançou certa graduação e detém um conhecimento mais apurado da religião.
É amplamente reconhecida a importância de promover e proteger a memória e as manifestações culturais representadas, as expressões de vida e tradições que comunidade, grupos e indivíduos recebem de seus ancestrais e passam seus conhecimentos a seus descendentes. Por isso, esta mesa buscará esclarecer o que significa patrimônio imaterial, como é o reconhecimento pelo Estado e como isso se dá na prática.
A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas no próprio teatro ou pelo site do Teatro Vila Velha para aqueles que quiserem certificado.
É amplamente reconhecida a importância de promover e proteger a memória e as manifestações culturais representadas, as expressões de vida e tradições que comunidade, grupos e indivíduos recebem de seus ancestrais e passam seus conhecimentos a seus descendentes. Por isso, esta mesa buscará esclarecer o que significa patrimônio imaterial, como é o reconhecimento pelo Estado e como isso se dá na prática.
A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas no próprio teatro ou pelo site do Teatro Vila Velha para aqueles que quiserem certificado.
domingo, 15 de novembro de 2009
Seminário Respeito aos Mais Velhos começa nesta terça
Serão debatidos temas como patrimônio cultural imaterial, quilombos urbanos, ocupação territorial do povo negro no Brasil e registro de memórias e tradições, com a presença de convidados como Ubiratan Castro, Jaime Sodré, Makota Valdina, Isabel Reis e a Yalorixá Mãe Valnizia de Ayrá, do Terreiro do Cobre. Uma das novidades é a presença a cada dia de um contador de estória. São pessoas de notório saber que compartilharão com os presentes sua experiência de vida, a exemplo de Cici, ebomi do terreiro Ilê Axé Opô Aganju; Everaldo Duarte, diretor da Sociedade de Cultura Negra do Brasil (SECNEB); Jaime Cupertino, líder Quilombola da Comunidade de Vazante, da Chapada Diamantina e Raimunda da Paixão, moradora de Itiúba, no sertão baiano.
O seminário tem entrada gratuita e as inscrições podem ser feitas no próprio teatro ou pelo site do Teatro Vila Velha para aqueles que quiserem certificado. Não perca!!!!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Ó, paí, ó estreia hoje

Nesta sexta-feira (13) estreia a segunda tempoirada da minissérie Ó, paí, ó, com participação do Bando de Teatro Olodum. Serão quatro episódios, apresentados sempre às sextas-feiras, às 23h15, na Globo (TV Bahia), após o Globo Repórter.
No primeiro episódio, intitulado "Quero Ver a Bahia Tremer", Roque (Lázaro Ramos) participa de um festival de música concorrendo com uma letra de sua autoria. Enquanto está ensaiando, o cortiço treme deixando os moradores em pânico. Temendo que o edifício caia, todos recorrem ao bar de Neuzão, que não gosta nem um pouco de ver seu estabelecimento se transformando em abrigo. Preocupado com a segurança dos moradores do prédio, Rodque chama o fiscal da Prefeitura (Luis Miranda) para examinar a construção e todos acreditam que o local será interditado.
A saída é recorrer mais uma vez a Neuzão e Reginaldo (Érico Brás) está disposto a convencê-la a receber o fiscal da prefeitura para inspecionar seu bar ao invés do cortiço. Enquanto isso, Queixão (Mateus Nachtergaele) funda seu próprio templo e o batiza de "Templo do Amor Divino", em alusão ao atual estado do cortiço.
A minissérie “Ó Paí, ó!” foi baseada em peça homônima do Bando de Teatro Olodum, criada em 1992. Mais informações, na página de Ó, paí, ó no site da Globo.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Ó, paí, ó estreia nesta sexta!

Já está confirmado. A segunda temporada da minissérie “Ó, pai, ó”, da Rede Globo, com participação do Bando de Teatro Olodum, estreia no dia 13, sexta-feira. Feita em película de 16 mm, com texto de Guel Arraes, João Falcão e Adriana Falcão, a série conta a história do cotidiano de moradores de um animado cortiço do centro histórico de Salvador.
O seriado foi baseado no espetáculo homônimo do Bando de Teatro do Olodum, montado pela primeira vez em 1992. O texto da montagem foi construído pelo diretor teatral e atual secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meirelles, através de improvisações com o elenco do Bando. No lançamento da série no Rio de Janeiro, estiveram presentes, representando o Bando, os atores Valdinéia Soriano, Érico Brás e Jorge Washington.
A segunda temporada terá quatro episódios. A direção geral da série é de Monique Gardenberg, que assina ainda o primeiro episódio, “Quero ver a Bahia Tremer”. Mauro Lima, Olívia Guimarães e Carolina Jabor, dirigem os outros três: "A Outra", "Preto no Branco" e "A Cara do Pai", respectivamente. A série conta ainda com as participações especiais de Deborah Secco, Luana Piovani, Luis Miranda, Lázaro Machado e Carlinhos Brown.
Programa Seminário Respeito Aos Mais Velhos
PROJETO MANUTENÇÃO DO BANDO
SEMINÁRIO - RESPEITO AOS MAIS VELHOS
1ª MESA - DIA 17/11
TEMA – PATRIMÔNIO IMATERIAL
• Luiz Fernando de Almeida-Presidente do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
• Rita Santos - Presidente da ABAM (Associação das baianas de acarajé receptivo mingau e similares)
• Contadora De Estórias – EBOMI CICI
2ª MESA - 18/11
TEMA – QUILOMBOS URBANOS – Espaços de resistência, conhecimento e preservação.
CONVIDADOS:
• MAKOTA VALDINA - - Makota do Terreiro Tanuri Junsara Pedagoga
• Professor UBIRATAN CASTRO- Diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Doutor em História pela Universidade Paris IV Sorbonne, Membro da Academia de Letras da Bahia
• Contador De Estórias – EVERALDO DUARTE diretor da Sociedade de Cultura Negra do Brasil,SECNEB, coordenador nacional do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afrobrasileira,INTECAB;
3ª MESA - 24/11
TEMA – HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL DO POVO NEGRO – Diferenças e Semelhanças
CONVIDADOS:
- ISABEL REIS A Autora do livro "Histórias de vida familiar e afetiva de escravos na Bahia do século XIX". Atualmente é Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e professora colaboradora do Mestrado em História Regional e Local da Universidade do Estado da Bahia
- JAIME SODRÉ PHD em História da Cultura Negra, professor da UNEB e CEFET, Doutor em História Social.
- Contador de estórias JAIME CUPERTINO. Quilombo da Vazante
4ª MESA - 25/11
TEMA – REGISTRO DE MEMÓRIAS E TRADIÇÕES
CONVIDADOS:
• MÃE VALNIZIA DE AYRÁ Yalorixá Terreiro do Cobre, autora do livro Resistência e Fé ( autobiografia)
• ANTONIO OLAVO- Cineasta, diretor do documentário Quilombos da Bahia
SEMINÁRIO - RESPEITO AOS MAIS VELHOS
1ª MESA - DIA 17/11
TEMA – PATRIMÔNIO IMATERIAL
• Luiz Fernando de Almeida-Presidente do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
• Rita Santos - Presidente da ABAM (Associação das baianas de acarajé receptivo mingau e similares)
• Contadora De Estórias – EBOMI CICI
2ª MESA - 18/11
TEMA – QUILOMBOS URBANOS – Espaços de resistência, conhecimento e preservação.
CONVIDADOS:
• MAKOTA VALDINA - - Makota do Terreiro Tanuri Junsara Pedagoga
• Professor UBIRATAN CASTRO- Diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Doutor em História pela Universidade Paris IV Sorbonne, Membro da Academia de Letras da Bahia
• Contador De Estórias – EVERALDO DUARTE diretor da Sociedade de Cultura Negra do Brasil,SECNEB, coordenador nacional do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afrobrasileira,INTECAB;
3ª MESA - 24/11
TEMA – HISTÓRIA DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL DO POVO NEGRO – Diferenças e Semelhanças
CONVIDADOS:
- ISABEL REIS A Autora do livro "Histórias de vida familiar e afetiva de escravos na Bahia do século XIX". Atualmente é Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e professora colaboradora do Mestrado em História Regional e Local da Universidade do Estado da Bahia
- JAIME SODRÉ PHD em História da Cultura Negra, professor da UNEB e CEFET, Doutor em História Social.
- Contador de estórias JAIME CUPERTINO. Quilombo da Vazante
4ª MESA - 25/11
TEMA – REGISTRO DE MEMÓRIAS E TRADIÇÕES
CONVIDADOS:
• MÃE VALNIZIA DE AYRÁ Yalorixá Terreiro do Cobre, autora do livro Resistência e Fé ( autobiografia)
• ANTONIO OLAVO- Cineasta, diretor do documentário Quilombos da Bahia
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Bando abre Festival Cara e Cultura Negra

Em Brasília, o Bando abre, na noite de hoje, com o espetáculo Áfricas, as apresentações artísticas da quinta edição do Festival Cara e Cultura Negra. na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro. É a primeira vez que a companhia baiana apresenta na capital federal o espetáculo infanto-juvenil.
O Festival será realizado até o dia 20 de novembro e conta com exposições, palestras, shows, oficinas, entre outros.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Oficinas em Feira
Após a apresentação dos espetáculos “Ó, paí, ó” e “Cabaré da RRRRRaça”, o Bando de Teatro Olodum retornou a Feira de Santana e promoveu nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro, a Oficina de Performance Negra com aulas de dança, canto, interpretação e memória e identidade, sempre voltadas para a temática negra e popular desenvolvida pelo grupo. Na ocasião, o Bando também irá a campo obter relatos de pessoas afro-descendentes da melhor idade em comunidades e quilombos.
Serviço:
Oficina de Teatro com Chica CarelliSexta-feira : 30 de Outubro das 19h às 22h
Sábado : 31 de Outubro das 9h às 12h
Domingo : 1 de Novembro das 9h às 12h
Local : Centro Cultural Amélio Amorim
Oficina de Memória e identidade com Cássia Valle
Sexta-feira : 30 de Outubro das 19h às 22h
Sábado : 31 de Outubro das 9h às 12h
Domingo : 1 de Novembro das 9h às 12h
Local : Centro Cultural Amélio Amorim
Oficina de Dança com Zebrinha
Sexta-feira : 30 de Outubro das 19h às 21h
Sábado : 31 de Outubro das 9h às 11h
Domingo : 1 de Novembro das 9h às 12h
Local : Galpão de arte( Santa Monica )
Oficina de música para cena com Jarbas BittencourtSábado : 31 de Outubro das 9h às 12h e das 14h às 17h
Domingo : 1 de Novembro das 9h às 12h
Local : Galpão de Arte ( Santa Monica )
Serviço:
Oficina de Teatro com Chica CarelliSexta-feira : 30 de Outubro das 19h às 22h
Sábado : 31 de Outubro das 9h às 12h
Domingo : 1 de Novembro das 9h às 12h
Local : Centro Cultural Amélio Amorim
Oficina de Memória e identidade com Cássia Valle
Sexta-feira : 30 de Outubro das 19h às 22h
Sábado : 31 de Outubro das 9h às 12h
Domingo : 1 de Novembro das 9h às 12h
Local : Centro Cultural Amélio Amorim
Oficina de Dança com Zebrinha
Sexta-feira : 30 de Outubro das 19h às 21h
Sábado : 31 de Outubro das 9h às 11h
Domingo : 1 de Novembro das 9h às 12h
Local : Galpão de arte( Santa Monica )
Oficina de música para cena com Jarbas BittencourtSábado : 31 de Outubro das 9h às 12h e das 14h às 17h
Domingo : 1 de Novembro das 9h às 12h
Local : Galpão de Arte ( Santa Monica )
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