domingo, 5 de junho de 2011

COMO PODEMOS TER PÚBLICO NO TEATRO?

3 comentários:

Dona Dayse Sacramento disse...

Posso entravar a pergunta de vocês com outras perguntas? Como podemos formar leitores neste país se os livros custam os olhos da cara por conta da ambição das editoras? Como podemos levar todos os públicos ao cinema se o combo da pipoca custa mais de R$ 10,00? Como podemos sustentar o discurso de que o Brasil tem a educação como uma de suas prioridades se o professor é vergonhosamente formado para pedir esmolas? Como podemos formar uma sociedade mais justa e igualitária se ainda hoje há pessoas que são contra as cotas? Como podemos pensar que um outro Brasil é possível se os cursos mais sucateados das universidades brasileiras são as licenciaturas? Como podemos acreditar que o giz, o quadro e a garganta docente salvarão a humanidade, com 45 crianças amontoadas num quadrado de concreto? Como consegui chegar até aqui? Ah, eu tive algumas Amandas na minha vida e, com certeza, elas me fizeram entender que há muito mais interrogações para a pergunta que o blog faz quando traz este vídeo.

Cansada da exploração intelectual, psíquica, emocional e física docente,

Professora Dayse Sacramento

Dona Dayse Sacramento disse...

Posso entravar a pergunta de vocês com outras perguntas? Como podemos formar leitores se os livros custam os olhos da cara por conta da ambição das editoras? Como podemos levar todos os públicos ao cinema se o combo da pipoca custa mais de R$ 10,00? Como podemos sustentar o discurso de que o Brasil tem a educação como uma de suas prioridades se o professor é vergonhosamente formado para pedir esmolas? Como podemos formar uma sociedade mais justa e igualitária se ainda hoje há pessoas que são contra as cotas? Como podemos pensar que um outro Brasil é possível se os cursos mais sucateados das universidades brasileiras são as licenciaturas? Como podemos acreditar que o giz, o quadro e a garganta docente salvarão a humanidade com 45 crianças amontoadas num quadrado de concreto? Como consegui chegar até aqui? Ah, eu tive algumas Amandas na minha vida e, com certeza, elas me fizeram entender que há muito mais interrogações para a pergunta que o blog faz quando traz este vídeo.

Cansada da exploração intelectual, psíquica, emocional e física docente,

Professora Dayse Sacramento

Anônimo disse...

Dona Dayse, você acrescentou boas perguntas, mas sistema de cotas raciais não é solução. Solução é gastar esforços para que todos tenham a mesma educação e saúde e não cotas. Ou vamos criar cotas para índios? Japoneses? Pardos? Cafuzos? Mamelucos? E todas as raças exploradas neste país? Vamos pensar na humanidade né? Todos ser humano está dentro de alguma minoria ou é discriminado por alguma coisa. O movimento negro não aceita, mas a discriminação neste país é muito mais por cultura do que por raça! Vide a Semana de Arte Moderna de 22 - como teve branco-rico-intelectual sendo discriminado por sua arte romper com os moldes do bem estabelecido. Etc. Etc. Etc. E, quanto ao “quadrado de concreto” eu fui bem educado num deles com giz, quadro e garganta docente. Mas não defendo que a educação continue sempre assim. O que pergunto é: onde que as famílias brasileiras perderam a capacidade de educar seus filhos ensinando limite e respeito. O estudante na sala de aula é normalmente cruel em falta de respeito e limites chegando facilmente a ser sádico. Veja quantos casos de professores em frangalhos com doenças psicossomáticas. E o governo faz campanha publicitária para conclamar pessoas a querem ser professores... a Rede Globo não tem vergonha de conclamar trabalho voluntário para “revolver” os problemas da educação e ainda usa isso como marketing institucional ao invés de denunciar e cobrar dos governos as devidos recursos a educação e ainda tem docente que acha bonito. E acredite, míngüem, nenhum indivíduo tem que ser obrigado a dar contra de todo esse fracasso social.